"A Poesia é a arte que coordena as ideias e as palavras de modo a expressar o pensar e o sentir de forma bela. Fala ao coração. É o belo em forma de Linguagem. Mas a divisão da sociedade em classes, a violência gerada pela exploração da minoria opressora, violam também a arte em todas as suas formas. Em vez de terna, a poesia se torna dura, embora não deixe de ser bela. É que o poeta tem "apenas duas mãos e o sentimento do mundo." ( CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE)
sábado, 23 de março de 2013
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE : "APENAS DUAS MÃOS E O SENTIMENTO DO MUNDO"
"A Poesia é a arte que coordena as ideias e as palavras de modo a expressar o pensar e o sentir de forma bela. Fala ao coração. É o belo em forma de Linguagem. Mas a divisão da sociedade em classes, a violência gerada pela exploração da minoria opressora, violam também a arte em todas as suas formas. Em vez de terna, a poesia se torna dura, embora não deixe de ser bela. É que o poeta tem "apenas duas mãos e o sentimento do mundo." ( CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE)
sábado, 9 de março de 2013
MÁRCIA MARACAJÁ E SEU BLOG
"A poesia me protege.
A poesia é minha oração.
É meu Deus vivo."
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"Há coisas que só a poesia dá conta."
.................................................
"Abro mão de amores.
Dou espaço para a poesia..."
MÁRCIA MARACAJÁ
(http://marciamaracaja.blogspot.com.br)
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
AMÉLIA DALOMBA : "Em toda a parte e em lugar nenhum"
Madrugada poisada na noite
Trevas e luz
Poesia
Em toda a parte e em lugar nenhum
Poesia
Bússola nos olhos dos lábios
Poesia
Velho a contar as estrelas
Poesia
Santa imaginada nas nuvens
Poesia
Chuva canção no telhado
Poesia
Tela
Retrato
Forma na fúria do punhal
Poesia
Pau e pilão
Poesia
A melodia e a letra
Poesia
Punho e mão aberta
Poesia
Poesia
Em toda a parte e em lugar nenhum
(Do livro NOITES DITAS À CHUVA
- Luanda, Angola, 2005)
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Transcrito da Revista ENCONTRO
- Gabinete Português de Leitura de Pernambuco,
Recife, PE, Ano 22, No. 19, 2005)
domingo, 13 de janeiro de 2013
Juareiz Correya : "Arte, Poeta"
"Se o poema não serve...
que o poeta então se cale !"
(do poema Arte Poética,
de Antonio Ramos Rosa)
Não se cale, poeta, não se cale !
O poema serve para dar nome a tudo
e tudo ficará silenciado
e inominável e morto se você se cala.
Quando os seus versos se anunciam
multiplica-se a luz do dia
e se anima o que todos querem e precisam.
Assim os homens sabem que tudo pode ser dito
porque você não se cala, poeta.
O poema serve
para que os amigos e as amigas
sintam que a a vida é um começo sem fim
e enraizados na terra
tenham no seu calor tropical
a correspondência da natureza humana.
O poema só não serve
para canalhas e imbecis e inocentes
e corações sem desejos e sem assombros.
Imemorial e inesquecível
é a voz do poeta que não se cala.
NÃO SE CALE, POETA,
E FALARÁ SEMPRE A HUMANIDADE !
(Santo Amaro, Recife,
12 / janeiro / 2013)
domingo, 30 de dezembro de 2012
Maria de Lourdes Hortas : "A alma do poeta"
MALA
Espécie de mala
a alma do poeta
porão onde se guarda
tudo o que serve
para a poesia :
cartas por enviar
labirintos de intenções
partituras inacabadas
vertigens inominadas
catedrais de silêncio
mapas indecifrados
medos, lápides
eclipses, horizontes
icebergues, vulcões
sonatas de chuva
retratos em sépia
arquivo de auroras
e crepúsculos
maravilha de instantes
tempo avulso
que se escoa e nos leva
na voragem da ciranda.
O que guardo na alma
abro na poesia :
nela interrogo a vida
dia após dia.
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Transcrito do livro RUMOR DE VENTO,
de Maria de Lourdes Hortas
- Panamerica Nordestal Editora, Recife, PE, 2009
terça-feira, 13 de novembro de 2012
A PALAVRA MAIS HUMANA DOS POETAS, de Juareiz Correya
Os poetas não são santos
e não fazem milagres em suas cidades.
Escrevem porque não sabem fazer outra coisa
fabricar um navio um avião
plantar uma árvore
parir um filho
escrevem porque é necessário para as suas vidas
e para ninguém mais
e sem escrever os poetas não respiram
- um bocado de barro que não anda
um animal que não sonha e não procria.
Os poetas escrevem
porque os homens precisam das suas palavras
e são tão necessitados de poesia
(como o sopro inicial da criação)
que não sabem sequer pronunciar seu nome.
Assim os homens e as mulheres e as cidades
não sabem quem são os poetas quando eles nascem
e passarão todos os séculos para que saibam um dia
que a poesia nasceu
quando a humanidade nascia.
(Santo Amaro, Recife /
14 de novembro 2012)
domingo, 11 de novembro de 2012
O POETA É BELO, de Mário Quintana
O poeta é belo como o Taj-Mahal
feito de renda e mármore e serenidade
O poeta é belo como o perfil de uma árvore
ao primeiro relâmpago da tempestade
O poeta é belo porque os seus farrapos
são do tecido da eternidade
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Transcrito do Blog VERSUSDIVERSUS
- http://versusdiversus.blogspot.com.br
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