sábado, 9 de março de 2013

MÁRCIA MARACAJÁ E SEU BLOG





"A poesia me protege.
A poesia é minha oração.
É meu Deus vivo."


.................................................



"Há coisas que só a poesia dá conta."


.................................................



"Abro mão de amores.
Dou espaço para a poesia..."



MÁRCIA MARACAJÁ
(http://marciamaracaja.blogspot.com.br)

 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

AMÉLIA DALOMBA : "Em toda a parte e em lugar nenhum"





Madrugada poisada na noite
Trevas e luz
Poesia 
Em toda a parte e em lugar nenhum
Poesia
Bússola nos olhos dos lábios 
Poesia 
Velho a contar as estrelas 
Poesia 
Santa imaginada nas nuvens 
Poesia 
Chuva canção no telhado 
Poesia 
Tela
Retrato 
Forma na fúria do punhal 
Poesia 
Pau e pilão
Poesia 
A melodia e a letra 
Poesia 
Punho e mão aberta 
Poesia 
Poesia
Em toda a parte e em lugar nenhum  




(Do livro NOITES DITAS À CHUVA
- Luanda, Angola, 2005)




________________________________________
Transcrito da Revista ENCONTRO 
- Gabinete Português de Leitura de Pernambuco, 
Recife, PE, Ano 22, No. 19, 2005)  

domingo, 13 de janeiro de 2013

Juareiz Correya : "Arte, Poeta"






"Se o poema não serve...
que o poeta então se cale !"
         (do poema Arte Poética,
           de Antonio Ramos Rosa)




Não se cale, poeta, não se cale !
O poema serve para dar nome a tudo
e tudo ficará silenciado
e inominável e morto se você se cala.
Quando os seus versos se anunciam 
multiplica-se a luz do dia 
e se anima o que todos querem e precisam. 
Assim os homens sabem que tudo pode ser dito
porque você não se cala, poeta. 
O poema serve 
para que os amigos e as amigas 
sintam que a a vida é um começo sem fim 
e enraizados na terra 
tenham no seu calor tropical
a correspondência da natureza humana. 
O poema só não serve 
para canalhas e imbecis e inocentes 
e corações sem desejos e sem assombros. 
Imemorial e inesquecível 
é a voz do poeta que não se cala. 
NÃO SE CALE, POETA,
E FALARÁ SEMPRE A HUMANIDADE !



(Santo Amaro,  Recife,
12 / janeiro / 2013)

 

domingo, 30 de dezembro de 2012

Maria de Lourdes Hortas : "A alma do poeta"




MALA


Espécie de mala 
a alma do poeta
porão onde se guarda 
tudo o que serve
para a poesia :
cartas por enviar 
labirintos de intenções 
partituras inacabadas 
vertigens inominadas 
catedrais de silêncio
mapas indecifrados 
medos, lápides 
eclipses, horizontes 
icebergues, vulcões 
sonatas de chuva 
retratos em sépia 
arquivo de auroras 
e crepúsculos 
maravilha de instantes 
tempo avulso 
que se escoa e nos leva 
na voragem da ciranda. 


O que guardo na alma 
abro na poesia  :
nela interrogo a vida 
dia após dia. 


___________________________________________
Transcrito do livro RUMOR DE VENTO,
de Maria de Lourdes Hortas 
- Panamerica Nordestal Editora, Recife, PE, 2009

terça-feira, 13 de novembro de 2012

A PALAVRA MAIS HUMANA DOS POETAS, de Juareiz Correya






Os poetas não são santos
e não fazem milagres em suas cidades. 
Escrevem porque não sabem fazer outra coisa
fabricar um navio um avião 
plantar uma árvore 
parir um filho
escrevem porque é necessário para as suas vidas
e para ninguém mais 
e sem escrever os poetas  não respiram 
- um bocado de barro que não anda 
um animal que não sonha e não procria. 
Os poetas escrevem
porque os homens precisam das suas palavras 
e são tão necessitados de poesia
(como o sopro inicial da criação)
que não sabem sequer pronunciar seu nome. 
Assim os homens e as mulheres e as cidades 
não sabem quem são os poetas quando eles nascem
e passarão todos os séculos para que saibam um dia 
que a poesia nasceu
quando a humanidade nascia. 


(Santo Amaro, Recife /  
14 de novembro  2012)
 

domingo, 11 de novembro de 2012

O POETA É BELO, de Mário Quintana





O poeta é belo como o Taj-Mahal 
feito de renda e mármore e serenidade 


O poeta é belo como o perfil de uma árvore 
ao primeiro relâmpago da tempestade  


O poeta é belo porque os seus farrapos 
são do tecido da eternidade    



___________________________________
Transcrito do Blog VERSUSDIVERSUS
- http://versusdiversus.blogspot.com.br


 

sábado, 29 de setembro de 2012

DEFINIÇÕES DE POESIA : Federico Garcia Lorca, Pedro Salinas, Nicanor Parra, Gabriel Celaya, Octavio Paz, Luis Garcia Montero





Federico Garcia Lorca
(Espanha / 1898 - 1936)

"A poesia é a união de duas palavras que ninguém poderia supor que se juntariam, e que formam algo como um mistério."


Pedro Salinas 
(Espanha / 1891-1951)

"A poesia é uma aventura ao absoluto."


Nicanor Parra 
(Chile / 1914)

"Contra a poesia das nuvens, opomos a poesia da terra firme, cabeça fria, coração quente."


Gabriel Celaya
(Espanha / 1911/1991)

"A poesia é uma arma carregada com o futuro."


Octavio Paz
(México / 1914-1998)

"Erotismo e poesia : o primeiro é uma metáfora da sexualidade, a segunda, uma erotização da linguagem."


Luis Garcia Montero
((Espanha / 1958)

"A poesia é um ajuste de contas com a realidade."



_______________________________________________
Transcrito do texto
20 DEFINIÇÕES DE POESIA POR GRANDES POETAS
http://universia.com.br