terça-feira, 13 de novembro de 2012

A PALAVRA MAIS HUMANA DOS POETAS, de Juareiz Correya






Os poetas não são santos
e não fazem milagres em suas cidades. 
Escrevem porque não sabem fazer outra coisa
fabricar um navio um avião 
plantar uma árvore 
parir um filho
escrevem porque é necessário para as suas vidas
e para ninguém mais 
e sem escrever os poetas  não respiram 
- um bocado de barro que não anda 
um animal que não sonha e não procria. 
Os poetas escrevem
porque os homens precisam das suas palavras 
e são tão necessitados de poesia
(como o sopro inicial da criação)
que não sabem sequer pronunciar seu nome. 
Assim os homens e as mulheres e as cidades 
não sabem quem são os poetas quando eles nascem
e passarão todos os séculos para que saibam um dia 
que a poesia nasceu
quando a humanidade nascia. 


(Santo Amaro, Recife /  
14 de novembro  2012)
 

domingo, 11 de novembro de 2012

O POETA É BELO, de Mário Quintana





O poeta é belo como o Taj-Mahal 
feito de renda e mármore e serenidade 


O poeta é belo como o perfil de uma árvore 
ao primeiro relâmpago da tempestade  


O poeta é belo porque os seus farrapos 
são do tecido da eternidade    



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Transcrito do Blog VERSUSDIVERSUS
- http://versusdiversus.blogspot.com.br


 

sábado, 29 de setembro de 2012

DEFINIÇÕES DE POESIA : Federico Garcia Lorca, Pedro Salinas, Nicanor Parra, Gabriel Celaya, Octavio Paz, Luis Garcia Montero





Federico Garcia Lorca
(Espanha / 1898 - 1936)

"A poesia é a união de duas palavras que ninguém poderia supor que se juntariam, e que formam algo como um mistério."


Pedro Salinas 
(Espanha / 1891-1951)

"A poesia é uma aventura ao absoluto."


Nicanor Parra 
(Chile / 1914)

"Contra a poesia das nuvens, opomos a poesia da terra firme, cabeça fria, coração quente."


Gabriel Celaya
(Espanha / 1911/1991)

"A poesia é uma arma carregada com o futuro."


Octavio Paz
(México / 1914-1998)

"Erotismo e poesia : o primeiro é uma metáfora da sexualidade, a segunda, uma erotização da linguagem."


Luis Garcia Montero
((Espanha / 1958)

"A poesia é um ajuste de contas com a realidade."



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Transcrito do texto
20 DEFINIÇÕES DE POESIA POR GRANDES POETAS
http://universia.com.br

domingo, 12 de agosto de 2012

DEFINIÇÕES DE POESIA : Oswald de Andrade, Fernando Pessoa, Miguel de Cervantes e Pablo Neruda




OWALD DE ANDRADE
(Brasil / 1890 - 1954)

"Aprendi com meu filho de 10 anos que poesia é o descobrimento das coisas que nunca vira antes."


FERNANDO PESSOA
(Portugal / 1888 - 1935)

"Ser poeta não é uma ambição minha. É a minha maneira de estar só."



MIGUEL DE CERVANTES SAAVEDRA 
(Espanha / 1547 - 1606)

"O ano que é farto em poesia costuma ser o mesmo em fome."



PABLO NERUDA 
(Chile / 1904 -  1973)

"A história tem provado a capacidade demolidora da poesia e nela me amparo sem mais nem menos."



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Do texto "20 DEFINIÇÕES DE POESIA POR GRANDES POETAS"
- http://noticias.universia.com.br/


domingo, 29 de julho de 2012

DEFINIÇÕES DE POESIA : Robert Frost, René Char, Milan Kundera, José Martí




ROBERT FROST 
(Estados Unidos / 1874-1963)

"Escrever um poema é descobrir."



RENÉ CHAR
(França / 1907-1988)

"A poesia é o amor realizado do desejo que permanece desejo."



MILAN KUNDERA 
(Checoslováquia / 1929)

"Escrevo pelo prazer de contradizer e pela felicidade de estar só contra todos."



JOSÉ MARTÍ
(Cuba / 1853-1895)

"Um grão de poesia é suficiente para perfumar um século."   



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Transcrito do site UNIVERSIA
(http://www.universia.com.br)



quarta-feira, 11 de julho de 2012

ADONIS (Ali Ahmad Said Esber) : "A poesia exige que o leitor se transforme, como o poeta, em um criador"




"A poesia não pode mudar a sociedade, só pode alterar a noção de relação entre as coisas. A cultura não pode ser melhorada sem uma mudança nas instituições.  A poesia é como o amor, que constantemente renova os sentimentos do povo, revigora e abre horizontes para a beleza da vida. E isso não acontece apenas no nível individual, pois um poema torna-se essencial quando a ciência ou a filosofia não oferece respostas para o mistério da vida."

"A poesia requer um esforço real porque exige que o leitor se transforme, como o poeta, em um criador."

"Um criador precisa sempre estar próximo do que é revolucionário, mas nunca agir como um revolucionário.  Ele não pode falar a mesma língua e tampouco trabalhar no mesmo ambiente político."

"Vivo em eterna criação. Enquanto converso com você, algo vai acontecendo no lado criativo da minha mente, que não pára, trabalha incessantemente.  O mesmo aconteceu enquanto tomava meu café da manhã e deverá de repetir quando eu encontrar meus leitores em Paraty.  A vida é uma constante troca de ideias."



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Transcrito da reportagem "Voz poética contra a submissão",
de Ubiratan Brasil (Agência Estado).
- JORNAL DO COMMERCIO / Caderno C,
pag. 6, Recife, PE, 4/julho/2012
- http://www.jconline.com.br/cultura

sábado, 23 de junho de 2012

NEM TODOS OS POEMAS SE EDITAM, de Walter Cabral de Moura




Nem todos os poemas se editam :
alguns não servem pra nada
além da distração do autor.
Foram simples tentativas
sumirão sem ser notados
sementes que não vingaram
ovas que não germinaram.
Não terão fortuna crítica
nem aplauso e nem vaia
enfim, re nulla, não mais.

E quanto aos que se publicam :
por que haveriam de ter  
serventia que não fosse
a sua só existência ?


Os poemas são assim : 
bastam-se a si, nada mais  
o que não é pouca coisa  
no mundo em que, aliás  
tanta inutilidade  
bem polida e embalada  
passa por ser necessária.  




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Transcrito do livro 
É LENTA A PALAVRA TEMPO,   
de Walter Cabral de Moura
- Editora Babecco, Olinda, 2012. 
http://www.babecco.com